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Redação para concurso: como não zerar e treinar direito

O que Cebraspe e FGV avaliam na redação de concurso, os erros que zeram a prova e como treinar de verdade, competência por competência, com correção por IA.

Por Equipe Concursor · 8 de julho de 2026
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Tem candidato que zera a discursiva sabendo o conteúdo de cor. E tem quem não domina tanto assim o tema, mas passa com nota razoável. A diferença quase nunca é "talento para escrever". É entender o que a banca realmente cobra e treinar isso, sem decorar frase pronta nem confiar na sorte.

Este guia mostra o que costuma pesar na correção de Cebraspe e FGV, o que derruba a nota a zero e como montar uma rotina de treino que funciona mesmo com pouco tempo livre.

Excesso de dica, falta de direção

Se você já procurou "como fazer redação de concurso" no Google, conhece a cena: dezenas de listas de conectivos, modelos de introdução, promessas de fórmula infalível. Você salva tudo em algum lugar, não treina quase nada, e chega no dia da prova sem saber por onde atacar o primeiro parágrafo.

O problema raramente é falta de material: é material demais e direção de menos. Ninguém avisa o que a sua banca específica cobra nem o que treinar hoje. Isso pesa mais na redação do que em qualquer outra parte da prova, porque uma discursiva fraca derruba quem gabaritou as objetivas inteiras.

Dá pra organizar isso. Vamos por partes.

O que Cebraspe e FGV avaliam de fato

Cada banca tem seu próprio jeito de pontuar, mas dá pra entender a lógica olhando os documentos que elas mesmas publicam.

Na Cebraspe, um edital de prova discursiva recente do CNJ (2024) mostra como a nota de conteúdo se divide: parte dela vai para "apresentação" (letra legível, respeito às margens, parágrafos indicados) e "estrutura textual" (organização das ideias). Nesse edital específico, isso correspondia a até 2 dos 40 pontos possíveis numa das questões; o resto vinha do domínio do assunto pedido no comando. O mesmo documento deixa claro que texto escrito fora do espaço certo é descartado e que qualquer marca capaz de identificar o candidato anula a prova inteira.

Alguns editais da Cebraspe também penalizam erro gramatical proporcionalmente ao tamanho do texto. Um edital de 2020 da PCDF, por exemplo, define a nota final da discursiva como o valor obtido no conteúdo menos um desconto que cresce com o número de erros e diminui quanto mais linhas o candidato escreveu de fato. O multiplicador exato dessa conta muda de concurso para concurso (há editais com fatores bem diferentes entre si), por isso o número em si importa menos do que o princípio: escrever mais linhas sem controlar os erros não ajuda, porque abre mais chance de errar de novo. Confira sempre o item do seu edital que trata do "julgamento da prova discursiva" — é lá que está o fator exato.

Na FGV, banca de concursos como o CNU e diversos tribunais, um comunicado oficial de correção (edital PSS/MINC, 2024) divide a nota em duas partes: a estrutura textual global — abordagem do tema mais progressão textual — pesa mais que a correção gramatical, que se divide entre seleção vocabular e domínio da norma culta, cada uma com desconto por erro cometido. Ou seja: a FGV também cobra argumento, mas dá menos peso relativo à gramática pura do que muita gente imagina. Uma grade de correção publicada pela própria banca detalha ainda critérios como fuga ao tema, tangenciamento do tipo textual e progressão argumentativa com "quebras": sinal de que o texto precisa manter direção do começo ao fim, não só abrir bem.

O que costuma valer ponto, banca a banca

  • Tese/posicionamento: dizer com clareza o que você defende, de preferência já na introdução.
  • Argumentação com desenvolvimento: dois ou três argumentos explicados, não frases soltas que só citam a ideia sem justificar.
  • Coesão e progressão: os parágrafos precisam avançar, sem repetir a mesma ideia com palavras diferentes.
  • Domínio da norma culta: ortografia, concordância, regência, pontuação; é aqui que entram os descontos.

A distribuição exata de peso entre esses pontos muda a cada edital. Antes de treinar, vale a pena ler o item de avaliação do seu próprio certame, que é o que diz o que pesa mais no seu caso.

Os erros que zeram a prova

Alguns erros não tiram "alguns pontos". Zeram tudo. Uma grade de correção oficial de uma banca (usada num concurso de soldado da PM) lista, entre os motivos de anulação total, itens que se repetem em praticamente qualquer certame:

  • Fugir completamente do tema proposto.
  • Fugir do tipo de texto pedido (por exemplo, entregar narração quando a prova pede dissertação).
  • Deixar a prova em branco.
  • Escrever com letra ilegível ou incompreensível.
  • Entregar um texto curto demais, abaixo do mínimo de linhas do edital.
  • Copiar de forma integral os textos motivadores ou trechos do próprio caderno de prova.
  • Deixar qualquer marca capaz de identificar quem escreveu: nome, rubrica, assinatura, iniciais.
  • Provocar a anulação de propósito: xingamento, deboche, recusa a responder.

Esse último grupo de regras (identificação e integridade da prova) aparece em praticamente todo edital de banca grande, Cebraspe incluída, como já mostrado acima. Já os números exatos, como quantas linhas fazem um "texto insuficiente" ou qual o limite máximo permitido, variam de concurso para concurso. Não dá pra generalizar isso: o número certo está no edital que você vai prestar, e vale a pena grifar essa parte antes de treinar a primeira redação.

Duas atitudes reduzem bastante o risco: ler o comando da questão duas vezes, circulando o verbo (disserte, avalie, compare, proponha); e contar as linhas que você escreveu antes de entregar, comparando com o mínimo e o máximo do seu edital. E nunca, em hipótese alguma, colocar nome ou qualquer sinal pessoal na folha de texto definitivo.

Como treinar redação de verdade

Ler dica não é treinar. Redação se aprende escrevendo sob condição real e recebendo correção específica sobre o que travou. O ciclo costuma ser assim:

  1. Mapeie o formato da sua banca antes de escrever a primeira palavra. Cebraspe e FGV cobram coisas diferentes, com pesos diferentes; o edital de correção, quando publicado, vale mais que qualquer resumo de terceiro.
  2. Escreva com tema e cronômetro reais, respeitando o limite de linhas do seu certame. Sem essa pressão, você treina uma versão confortável demais da prova.
  3. Corrija por competência, não por impressão geral. Saber que "ficou boa" não ajuda muito. O que muda o jogo é saber exatamente onde a nota caiu: tese fraca? argumento sem desenvolvimento? erro de regência que se repetiu três vezes?
  4. Repita com constância. A redação número quatro costuma ser nitidamente melhor que a primeira. Isso vale mais que qualquer talento natural.

O gargalo de quase todo mundo está no passo 3. Corrigir a própria redação é difícil, porque é raro enxergar o próprio erro sistemático, e correção humana de qualidade, quando existe, costuma custar caro e demorar dias para voltar.

Onde entra a correção por IA do Concursor

O Concursor foi pensado pra quem estuda em pedaços de tempo (no ônibus, na fila, no intervalo do trabalho) e não tem como esperar dias por um retorno sobre a própria redação.

Na prática, isso se traduz em dois recursos:

  • Correção por competência, quase na hora. Você escreve, envia e recebe um retorno organizado por critério (abordagem do tema, argumentação, coesão, norma culta), apontando onde a nota provavelmente caiu e o que ajustar no próximo texto. É o passo 3 do ciclo acima, sem a espera.
  • Aulas de redação verificadas contra fonte oficial, com data de verificação visível. O curso Redação para Concursos tem 12 aulas que constroem a estrutura de um texto dissertativo do zero, da tese à conclusão, com questões no estilo de banca e flashcards de revisão espaçada pra fixar o que entrou.

Saber que o conteúdo foi checado e tem data conta: evita estudar por material desatualizado ou por regra que já mudou de edital para edital.

Um próximo passo, sem pressa

Não precisa decidir nada agora. Dá pra conhecer o curso de Redação, navegar pelos demais cursos ou entender antes como o Concursor organiza o conteúdo.

Quando quiser treinar de verdade (escrever, receber a correção por competência e acompanhar a nota subindo), crie sua conta grátis. Ninguém escreve redação boa sem escrever muita redação ruim antes; a diferença é saber, a cada tentativa, exatamente o que ajustar na próxima.

Estude o edital que vale para você. E escreva pensando na banca que vai te corrigir, não na banca genérica que aparece nos vídeos de dica.


Fontes

  • Cebraspe — CNJ, prova discursiva aplicada (Edital 2024): critérios de apresentação/estrutura textual e motivo de anulação por marca identificadora
  • Cebraspe — PCDF Agente, Edital nº 1/2020, subitem 11.7.4: fórmula oficial da nota da prova discursiva (NPD = NC − fator × NE ÷ TL)
  • FGV — comunicado oficial de critérios de correção da prova discursiva (Edital PSS/MINC nº 1/2024): estrutura textual global e correção gramatical
  • FGV — grade de correção oficial publicada pela banca (concurso de soldado PM, 2020): critérios de abordagem temática, tipo textual/coerência, modalidade/coesão e motivos de anulação total

Estude com quem aplica esse método.

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