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História de Campina Grande para concurso: resumo completo (2026)

Resumo da história de Campina Grande para concurso: origens (Vila Nova da Rainha, cidade em 1864), ciclo do algodão e a "Liverpool" do sertão, polo tecnológico, o Maior São João do Mundo e geografia da Borborema — no foco das 3 questões da IDECAN em 2026.

Por Equipe Concursor · 12 de julho de 2026
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A história de Campina Grande para concurso costuma render 3 questões (peso 1) na prova da IDECAN para os cargos de professor da rede municipal, marcada para 30/08/2026. O que a banca cobra é sempre a mesma linha do tempo: as origens coloniais (sesmarias, Vila Nova da Rainha, cidade em 1864), o ciclo do algodão que fez da cidade a "Liverpool" do sertão, a virada universitária e tecnológica do século XX, o Maior São João do Mundo e a geografia sobre o Planalto da Borborema. Este resumo organiza esses pontos na ordem em que a prova gosta de perguntar. Para ver o peso de cada bloco na nota, confira o conteúdo programático do concurso de Campina Grande 2026.

Da sesmaria à cidade: as origens de Campina Grande

A ocupação da região começa no fim do século XVII, quando famílias vindas da Bahia — entre elas a dos Oliveira Lêdo — receberam concessões de sesmarias (lotes de terra doados pela Coroa portuguesa, com obrigação de povoar). A Teodósio de Oliveira Lêdo costuma-se atribuir o papel de fundador, ligado ao aldeamento que deu origem ao povoado numa "campina" verde e espaçosa.

A elevação administrativa seguiu a escada clássica do período colonial e imperial. Saber a ordem vale mais do que decorar a data exata:

EtapaStatusMarco
1Povoado / aldeamentofim do séc. XVII
2Freguesia1769
3Vila (Vila Nova da Rainha)1790
4Cidade11 de outubro de 1864

A pegadinha mais comum aqui: quando virou vila, em 1790, o nome oficial não era "Campina Grande", e sim Vila Nova da Rainha. Só ao ser elevada a cidade, em 1864, o topônimo popular se firmou de vez.

O ciclo do algodão e a "Liverpool" do sertão

Antes de qualquer lavoura de exportação, Campina Grande era um entreposto comercial: ponto de passagem entre o sertão criador de gado e o litoral exportador. Essa vocação de feira e comércio de trânsito é a base sobre a qual, no início do século XX, cresceu o ciclo do algodão.

A cidade não era a maior produtora rural da fibra: ela concentrava a compra, o beneficiamento (descaroçamento e prensagem) e o escoamento do algodão vindo de todo o Agreste e Sertão paraibano — em boa parte via porto de Recife, já que a Paraíba não tinha porto de grande calado. No auge, por volta da década de 1930, chegou a ser lembrada entre os grandes centros mundiais de comércio de algodão, citada ao lado de Liverpool (na Inglaterra) — daí os apelidos de "Liverpool do sertão" e "Rainha da Borborema".

Dois fatores turbinaram esse comércio: a chegada da ferrovia, que substituiu o transporte por tropas de animais e permitiu escoar a fibra em volume, e o capital que já circulava na praça. O declínio veio a partir dos anos 1930, com a concorrência do algodão paulista (solo, capital e ferrovias mais competitivos) — e não por praga ou proibição, distratores comuns em prova.

Século XX: da universidade ao polo tecnológico

Terminado o auge do algodão, a cidade se reinventou apostando em educação e ciência. O marco simbólico é 1967, quando Campina Grande recebeu o primeiro computador de grande porte instalado no Nordeste, no Campus II da então Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Atenção à pegadinha clássica: a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) só existe como instituição autônoma desde 2002 — em 1967 o marco pertence à UFPB. Desse investimento nasceram um curso de Ciência da Computação de prestígio nacional e um ecossistema de inovação, articulado pela Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), que consolidou a fama de polo tecnológico do interior nordestino.

O Maior São João do Mundo

A festa junina é tradição antiga, de raiz portuguesa e católica (Santo Antônio, São João e São Pedro). O que é especificamente campinense é a centralização e profissionalização da festa, no início dos anos 1980, quando a gestão municipal reuniu os festejos, antes espalhados pelos bairros, em um único grande espaço: o Parque do Povo.

Foi assim que nasceu o título de "Maior São João do Mundo", reconhecido por entidades de turismo pelo tamanho do público e da estrutura. No Parque do Povo estão a construção em formato de pirâmide, a vila cenográfica que reproduz o interior nordestino e vários polos de forró. Vale saber nomear os elementos da festa:

  • Forró pé-de-serra (sanfona, zabumba e triângulo), o núcleo identitário;
  • Quadrilhas juninas, com casamento caipira e roupas típicas;
  • Casamento coletivo, tradicionalmente no dia de Santo Antônio (13 de junho);
  • Decoração temática, renovada a cada edição.

Geografia, símbolos e personalidades

Campina Grande fica no Agreste paraibano, sobre o Planalto da Borborema — a "porta de entrada" entre o litoral úmido e o sertão semiárido, o que explica sua vocação comercial. O clima é semiárido a tropical de altitude: por estar mais alta, tem temperaturas um pouco mais amenas que outras cidades do sertão (pegadinha: "semiárido" não significa calor extremo o tempo todo).

É o segundo maior município da Paraíba em população, atrás apenas de João Pessoa, com cerca de 440 mil habitantes (estimativa IBGE) numa área de aproximadamente 591,7 km².

Sobre os símbolos municipais (bandeira, brasão e hino), o que a banca de nível superior tende a cobrar é a função de cada um, não o detalhe heráldico:

SímboloFunção
BrasãoIdentidade oficial em documentos e prédios públicos
BandeiraRepresentação visual em cerimônias e prédios
HinoRepresentação sonora e poética da identidade local

Nas personalidades, não confunda: Teodósio de Oliveira Lêdo é o personagem fundador (séc. XVII); Frei Caneca, revolucionário pernambucano, tem ligação apenas episódica — esteve preso na cidade durante a Confederação do Equador (1824), mas não é campinense. O principal cartão-postal é o Açude Velho, reservatório construído por volta de 1829–1831 como resposta à seca e hoje transformado em espaço de lazer e cultura.

Como a banca IDECAN cobra história de Campina Grande

  • Ordem cronológica: freguesia → vila → cidade (distrator troca vila por cidade).
  • Nome da vila: era Vila Nova da Rainha, não "Campina Grande".
  • Apelido "Liverpool": vem da comparação no comércio de algodão, não de imigração inglesa.
  • Declínio do algodão: concorrência paulista, não praga nem proibição.
  • UFPB × UFCG: o computador de 1967 é da UFPB; a UFCG é de 2002.
  • Teodósio × Frei Caneca: fundador × figura de passagem.
  • Parque do Povo: sede do São João (não confundir com outros parques).

Boa parte dessas questões se cruza com o bloco de leis do município. Vale estudar em conjunto com a legislação municipal de Campina Grande e, em especial, com a Lei Orgânica do Município.

Perguntas frequentes

Quantas questões de História de Campina Grande caem na prova?

São 3 questões (peso 1) na prova objetiva da IDECAN para os cargos de professor, dentro do bloco de conhecimentos municipais.

Quando Campina Grande foi elevada a cidade?

Em 11 de outubro de 1864. Antes disso passou por freguesia (1769) e vila, com o nome de Vila Nova da Rainha (1790).

Por que Campina Grande é chamada de "Liverpool"?

Porque, no auge do ciclo do algodão (por volta dos anos 1930), foi um dos maiores centros de comércio da fibra, citada ao lado de Liverpool, referência mundial do algodão têxtil.

O que é o Maior São João do Mundo?

É a maior festa junina do país, resultado da centralização dos festejos no Parque do Povo a partir do início dos anos 1980, com pirâmide, vila cenográfica e polos de forró.

Quem é considerado o fundador de Campina Grande?

Teodósio de Oliveira Lêdo, ligado ao aldeamento que deu origem ao povoado no século XVII. Frei Caneca só esteve preso na cidade e não é fundador.


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