Plano de estudo Campina Grande 2026: cronograma até a prova
Restam ~6 semanas até a prova de 30/08. Cronograma realista de estudo para o concurso de Campina Grande 2026: prioridade por peso e por questões.
Com a prova marcada para 30 de agosto de 2026 e hoje sendo 17 de julho, restam cerca de seis semanas — pouco mais de 40 dias — até a prova objetiva do concurso de Campina Grande. Nesse prazo não dá para ver todo o edital do zero, e tentar isso é justamente o erro mais comum. O plano que funciona faz o contrário: concentra o tempo nas disciplinas de maior peso, transforma leitura em revisão ativa e usa questões como ferramenta principal desde o primeiro dia. O que vem abaixo é um método de organização das semanas — não uma lista de matérias (essa está no post o que estudar no concurso de Campina Grande) e muito menos um PDF com promessa de aprovação.
As inscrições já encerraram em 13/07, então a decisão de participar está tomada. A pergunta que importa agora é uma só: como distribuir os dias que sobraram para chegar em 30/08 com o maior número possível de acertos onde eles mais valem.
Quanto tempo você realmente tem
Faça a conta antes de montar qualquer cronograma. De 17/07 até 30/08 são cerca de 44 dias, ou aproximadamente seis semanas. Se você estuda todos os dias, isso dá algo em torno de 40 a 44 sessões de estudo. Se descansa um dia por semana (recomendável), sobram perto de 38.
Esse número muda a estratégia. Seis semanas é tempo suficiente para revisar bem quem já viu o conteúdo antes, e é tempo apertado para quem vai começar disciplinas do zero. Nos dois casos a regra é a mesma: não distribua as horas igualmente entre as matérias. Distribua por peso.
Primeiro passo: priorize pelo peso, não pela ordem do edital
O edital lista as disciplinas em uma ordem que não tem nada a ver com quanto cada uma vale na sua nota. Antes de abrir qualquer material, olhe a distribuição de questões do seu cargo e decida onde o seu tempo rende mais. A distribuição completa está no post do conteúdo programático; aqui vai o resumo que orienta o cronograma.
Professor (nível superior) — 40 questões:
| Disciplina | Questões | Fatia da prova |
|---|---|---|
| Conhecimentos Específicos (pedagógicos) | 20 | 50% |
| Língua Portuguesa | 10 | 25% |
| Noções de Informática | 5 | 12,5% |
| História de Campina Grande/PB | 3 | 7,5% |
| Legislação e Ética no Serviço Público | 3 | 7,5% |
A leitura é direta: Específicos mais Português somam 30 das 40 questões, ou seja, 75% da prova. Se essas duas frentes estiverem sólidas, você já disputa a vaga. As outras três não são desprezíveis, mas entram depois.
Guarda Civil Municipal (nível médio) — 40 questões, 60 pontos:
Aqui a lógica é diferente, porque a prova tem peso. Os Conhecimentos Gerais (20 questões) valem peso 1; os Conhecimentos Específicos (20 questões) valem peso 2. Na prática, cada questão de Específicos vale o dobro de uma de Gerais.
| Bloco | Disciplinas (questões) | Peso | Pontos |
|---|---|---|---|
| Gerais | Português 8 · Raciocínio Lógico 4 · História de CG 4 · Legislação e Ética 4 | 1 | 20 |
| Específicos | Legislação Extravagante 7 · Direito Penal e Processo Penal 5 · Direito Constitucional e Direitos Humanos 5 · Direito Administrativo 3 | 2 | 40 |
Os Específicos valem 40 dos 60 pontos — dois terços da nota. Dentro deles, a Legislação Extravagante sozinha responde por 7 questões peso 2 (14 pontos). É a disciplina que mais decide a prova da GCM, e é onde muita gente não olha a tempo. Detalhes das etapas e do corte estão no post da Guarda Municipal de Campina Grande.
Um alerta que vale para os dois cargos: há mínimo por disciplina. Na GCM, por exemplo, é preciso pontuar em cada matéria (1,00 em cada de Gerais e 2,00 em cada de Específicos) além dos 50% no total. Isso significa que zerar uma disciplina fácil elimina você mesmo com boa nota geral. Priorizar por peso não é abandonar as pequenas — é dar a elas o mínimo que garante o corte.
O cronograma de 6 semanas (uma estrutura, não um PDF milagroso)
Nenhum cronograma pronto de internet conhece a sua base, seu horário e seu cargo. Por isso o que segue é um esqueleto por fases. Você preenche os assuntos usando a lista do seu edital; a estrutura das semanas é o que faz o método funcionar.
Semanas 1–2 (até fim de julho): base nas que mais pesam
Dedique cerca de 60% do tempo aos Conhecimentos Específicos e à Língua Portuguesa. O objetivo destas duas semanas não é decorar nada — é passar uma vez por cada grande tópico dessas frentes e já fixar com questões. Regra prática: toda sessão de teoria termina com 10 a 20 questões do assunto que você acabou de ver. Sem questão no mesmo dia, a leitura evapora.
Não tente cobrir Informática, História ou Legislação ainda. Elas entram melhor depois, quando o grosso da prova já estiver encaminhado.
Semanas 3–4 (primeira quinzena de agosto): consolidar e cobrir as menores
Agora entram com força as disciplinas de menor peso, mas de alto retorno por hora de estudo. Para o professor, são Informática (5 questões), História de Campina Grande (3) e Legislação e Ética (3). Para a GCM e demais cargos de nível médio, no lugar da Informática entra o Raciocínio Lógico (4 questões), além de História de CG e Legislação/Ética.
Chame essas matérias de pontos baratos: pouco conteúdo, cobrança previsível, resposta rápida. História de Campina Grande é o exemplo perfeito — são poucas questões, sobre fatos e datas que se repetem, e dá para dominar em poucas sessões usando o post de história de Campina Grande para concurso. Deixar esses pontos na mesa é abrir mão de acerto fácil.
Enquanto isso, mantenha os Específicos e o Português vivos com revisão por questões. Comece também os primeiros simulados por bloco: um caderno só de Português, outro só de Específicos, para medir onde você ainda erra.
Semanas 5–6 (segunda quinzena de agosto): revisão ativa e simulado completo
A reta final não é para conteúdo novo. É para consolidar o que já entrou. Faça pelo menos dois simulados completos e cronometrados, de 40 questões, no mesmo formato da sua prova. Se você faz a GCM, treine à tarde e em 3 horas, porque é assim que a prova cai. Depois de cada simulado, o trabalho de verdade começa: refazer os erros e entender por que errou.
Reserve a última semana só para revisão dos seus próprios erros, questões leves e descanso. Buscar apostila nova a três dias da prova só gera ansiedade e não vira acerto.
O método que faz a diferença em cada sessão
Organizar as semanas resolve metade do problema. A outra metade é como você estuda dentro de cada sessão. Três hábitos separam quem só ocupa tempo de quem de fato aprende:
- Revisão ativa em vez de releitura. Reler o mesmo texto passa a falsa sensação de que você sabe. Feche o material e tente recuperar o conteúdo de memória — explique o tópico em voz alta, resuma sem olhar, responda a uma pergunta. O esforço de lembrar é o que fixa.
- Questão como estudo, não só como teste. Não deixe as questões para o fim do edital. Cada questão errada mostra exatamente uma lacuna. Um caderno de erros, revisitado toda semana, vale mais que qualquer resumo comprado pronto.
- Espaçamento. Volte a um assunto alguns dias depois de vê-lo pela primeira vez, mesmo que rápido. Rever de forma espaçada custa poucos minutos e é o que impede o esquecimento na semana da prova.
Nenhum desses hábitos depende de comprar nada. Dependem de disciplina e de um plano que reserve tempo para eles.
Adaptando o plano ao seu cargo
Professor (nível superior)
O bloco pedagógico é metade da prova, então ele domina as semanas 1 a 4. Além da objetiva, o cargo tem Prova de Títulos (só para o magistério), que pode desempatar — organize desde já os comprovantes de pós-graduação e cursos, para não perder pontos por falta de documento. Se a sua área é Educação Infantil ou Anos Iniciais, os cursos da vitrine ajudam a estruturar o bloco específico: Professor de Educação Infantil CG 2026 e Professor dos Anos Iniciais CG 2026. Para os 25% de Português, vale a base do curso de Português para concursos.
Guarda Civil Municipal (nível médio)
Aqui há uma segunda frente que não aparece na tabela de questões: o preparo físico. A GCM tem TAF (teste de aptidão física) com três exercícios obrigatórios — flexão de cotovelo em barra fixa, abdominal e corrida de 12 minutos. Preparo físico não se improvisa em uma semana, então trate o TAF como parte do cronograma desde já, treinando em paralelo ao estudo, algumas vezes por semana. Na objetiva, aproveite que não há pontuação negativa: nunca deixe questão em branco, porque chutar não custa nada. E lembre do mínimo por disciplina — mesmo focando nos Específicos (que valem dois terços dos pontos), você não pode zerar nenhuma das matérias de Gerais.
Erros que fazem perder as seis semanas
- Estudar na ordem do edital em vez de priorizar por peso.
- Ler muito e resolver pouca questão — a prova cobra questão, não leitura.
- Ignorar as disciplinas de menor peso que são fáceis (os pontos baratos), e depois esbarrar no mínimo por disciplina.
- Na GCM, deixar o preparo do TAF para o fim.
- Procurar material novo na última semana, quando o certo é só revisar o que já entrou.
Se você ainda está decidindo por onde atacar, o panorama geral do concurso de Campina Grande 2026 reúne cargos, vagas e o que muda entre eles.
Perguntas frequentes
Dá para passar estudando só seis semanas?
Depende da sua base. Quem já estudou o conteúdo antes usa as seis semanas para revisar e chega competitivo. Quem parte do zero terá que ser cirúrgico na priorização e aceitar que não verá tudo. Não existe garantia de aprovação — existe método que aproveita ao máximo o tempo que sobrou.
Quantas horas por dia preciso estudar?
Não há número mágico, e mais horas de leitura passiva não valem uma hora de questão bem feita. Vale mais definir quantas horas você consegue manter de forma consistente até 30/08 e proteger esse bloco todos os dias. Regularidade em seis semanas rende mais que maratonas isoladas.
Por onde começo?
Pelas disciplinas de maior peso do seu cargo. No professor, Conhecimentos Específicos e Português (juntos, 75% da prova). Na GCM, os Conhecimentos Específicos, que valem 40 dos 60 pontos, com atenção especial à Legislação Extravagante (7 questões peso 2).
Preciso fazer simulado?
Sim, e cronometrado. O simulado treina o que a teoria não treina: gestão de tempo, ordem de resolução e controle do nervosismo. Faça pelo menos dois completos nas últimas duas semanas, no mesmo tempo e turno da sua prova.
Como reviso sem me perder?
Revise por questões e por um caderno de erros, não relendo o material inteiro. Cada erro anotado aponta uma lacuna específica; voltar a esses pontos de forma espaçada é o que segura o conteúdo até a prova.
E o TAF da Guarda Municipal, como encaixo?
Em paralelo, desde a primeira semana. Corrida, barra e abdominal exigem condicionamento que não se constrói em poucos dias. Reserve algumas sessões de treino por semana e trate a aprovação física com a mesma seriedade da objetiva.
Onde o Concursor entra
O Concursor não vende cronograma mágico nem promete vaga. O que oferecemos são cursos com aulas geradas e auditadas por IA e por especialista, alinhadas ao conteúdo cobrado pela IDECAN em Campina Grande, com questões para você praticar a revisão ativa desde o primeiro dia. O plano acima funciona com qualquer material sério; se quiser um caminho já organizado por disciplina e peso, os cursos da vitrine seguem exatamente essa lógica de priorização.